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terça-feira, 8 de julho de 2008

Influências...





Quando estamos em cima do muro para tomar uma grande decisão, observamos os acontecimentos em nossa volta para tentar encontrar algo ou alguém que ajude-nos a escolher um lado e pular com segurança. Conversando com um amigo, sobre esse meu "projeto", que andava meio sem rumo e sem objetivo, recebi dele a sugestão de conferir o filme “Na Natureza Selvagem”, com roteiro adaptado da obra literária de Jon Krakauer. Perguntei se o filme era triste ou alegre, e ele me garantiu que de um certo modo traria mais felicidade do que tristeza.

Com os comentarios que ele fez sobre o filme, imaginei que seria um road movie empolgante ou romântico, que pudesse me contagiar na busca de novas histórias de acostamento e tomar atitudes sem tanta preocupação com o futuro das coisas. Contrariando minha expectativa, “Na Natureza Selvagem” é um filme comovente e triste, que conta a história do jovem Christopher McCandless em busca de um propósito não muito bem definido de viver uma experiência autêntica de autodescoberta no meio do Alaska. O personagem se afasta voluntariamente do convívio em sociedade, trocando a humanidade pela natureza somente para ser derrotado impiedosamente por esta.

A intenção do filme não é mostrar McCandless como um herói contemporâneo ou exemplo de atitude para jovens revoltados contra a sociedade e o sistema. É apenas o relato de uma experiência de vida real, que mostra tanto o lado gentil e corajoso da pessoa, quanto sua faceta mais cruel e egoísta. Lamentavelmente, seu rancor desmedido pelo próprio passado acaba tornando-o cego para o que há de bom em sua vida, transformando-o num jovem que leva tudo excessivamente a sério e sem criar raízes onde quer que seja.

Felizmente, a história de McCandless apresenta-nos duas importantes lições para a vida, que ajudaram a reforçar meus valores antes de eu tomar qualquer decisão precipitada. A primeira, é que para descobrir o verdadeiro sentido da vida, uma pessoa tem buscar a resposta por conta própria e que talvez a melhor forma de descobrir isso seja viajando sozinho, guiado apenas pelo seu instinto. Já a segunda, embora McCandless inicialmente pregasse que a felicidade não pode ser encontrada nas relações humanas, toda a trama do filme e o próprio personagem no final demonstram que este tão desejado estado de espírito só é real quando compartilhado com outras pessoas.

Bom galera, aconselho a todos a ver este filme, ele, pra mim, reforçou algumas ideias e conceitos da vida. Principalmente a de que, sem a familia e os amigos, nunca teremos a felicidade plena.

Um comentário:

Fernando disse...

Fala garoto, belezinha?

Muito bom o seu texto. Vi o filme recentemente e achei simplesmente fantástico. Em relaçao ao seu blog, te achei na comunidade mochileiros, da qual também faço parte.
E entre nele pois tenho um projeto parecido, só que o meu já está na reta final e o blog no principio se chamava "Fernandoontheroad", muito parecido com o seu, mas agora resolvi colocar "fernando na estrada". Depois passa lá e dá uma conferidade, a partir do dia 14 talvez as informações possam te ajudar.

Um abraço,
se precisar de qualquer coisa, é só falar, viajantes devem mais é se ajudar mesmo.

Fernando
blog: http://fernandonaestrada.blogspot.com